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Em seus doze primeiros anos de vida, a VemSer beneficiou mais de 450 (quatrocentas e cinquenta) meninas. Vários resultados positivos já foram alcançados, sendo o principal deles a melhora no rendimento escolar e a mudança de postura das jovens dentro da sala de aula, como podemos perceber no depoimento da diretora de uma de nossas escolas parceiras:

:: Importância da iniciativa

“É legal porque faz com que elas valorizem esse tipo de atitude que vocês estão tendo de se organizar para proporcionar para elas esse momento de… Isso não é só lazer, né? Isso é importante, é educativo, é pedagógico, é time, é grupo, é regra que tem que obedecer… Isso é importante dentro da escola. Até para elas saberem que as regras são definidas, mesmo que não por elas, que elas estão fazendo parte de um sistema que tem que ter normas (…) elas têm que cuidar, têm que ter esse capricho, uma coisa dentro da escola. Quer dizer, uma coisa interfere na outra, positivamente”.

:: Desempenho na escola

“Nenhuma delas ficou em reavaliação. Todas foram aprovadas. Acho que até por isso mesmo, como você tem que usar o raciocínio para decidir, pensar se vai dar tempo e tomar as atitudes em quadra…”.

:: Dando um bom exemplo

“Qualquer posição que vocês ocupem, né, a gente… Por que eu fui fazer Geografia? Por causa de um professor. O papel que a gente exerce, de modelo, é muito importante. A gente tem um papel muito sério. É uma coisa legal. Até porque é o esporte, que é uma coisa que libera, mas que ao mesmo tempo, o compromisso, a responsabilidade de vocês… Ainda mais com meninas (…) É a coisa desses meninos que fazem… Os “pitboys”. Tem um menino aqui que faz judô, faz jiu-jitsu, não sei o quê, e pensa que pode sair batendo em todo mundo, entendeu? (…) Não é por aí”.

:: Lidando com vitórias e derrotas

“Isso [o fairplay e o espírito esportivo] é importante de passar, porque elas vêem esse tipo de valor negativo [de querer trapacear para levar vantagem] acontecendo, gente. A gente não é idiota. A televisão está aí, mostrando… Um passando a perna no outro para subir. Dentro do esporte mesmo, isso acontece. E eles começam a internalizar como se fosse o certo, né? Aí está a dificuldade de você fazer com que eles olhem criticamente essas coisas. Isso é que é o importante de estar trabalhando certo. É para eles saberem onde está… (…) Eles têm que começar a criticar isto”.

:: Respeito pelo próximo

“É muito difícil as pessoas assumirem um compromisso e assinar em baixo: ‘Isso aqui não está certo, mas fui eu que errei’. Não. É sempre culpa do outro. Isso é tão importante. Reflete até na relação dentro de sala”.

:: O que ficou para as meninas

“Na cabeça das crianças (…) ficou uma coisa de companheirismo, delas fazerem aquele grupo. E dentro da sala de aula elas começaram a aparecer, a se destacar. Eu acho que valeu. Fez as crianças crescerem”.

:: Retorno do projeto

“Na própria sala de aula, em termos de atitude e comportamento (…) elas acabaram aparecendo mesmo. Essa parte toda de dinâmica que vocês estão fazendo (…) Eu acho que isso aí a gente tinha que ter até dentro da escola. Essa parte da relação interpessoal é fundamental na vida deles. E dentro da escola interferiu também no aproveitamento (…) Dentro da sala de aula elas apresentaram um outro tipo de atitude. O que vocês conseguiram fazer dentro do time, elas transferiram para dentro da escola. Elas ficaram mais participantes dentro da escola. O que vocês conseguiram foi importante”.