Jovens beneficiadas

Não poderíamos deixar de ouvir, também, o que as jovens, as maiores beneficiadas pelo projeto “Vitória além do Placar”, tem a dizer sobre a experiência vivida na VemSer. Seguem algumas frases marcantes:

“Em 2001, quando tinha 12 anos, comecei a jogar com o Rapha – estava na 7a série e joguei até o final do 3o ano. Enfim, vi o trabalho dele, como ainda vejo, se desenvolver de uma forma absurda. (…) Vi a quantidade de vidas que ele realmente mudou, deu uma chance de estudos, faculdade, amizades, conversas e mudanças para muitas meninas que talvez não saíssem do ensino fundamental. Ele conseguiu equilibrar o ambiente esportivo, com o pessoal e o educacional de forma excelente. Com ele, aprendi a perder (por 100 pontos e por 1) e a ganhar (por 100 e por 1). Aprendi a ter confiança em mim e a passar isso para minhas companheiras de time. Conheci gente e fiz amizades que nunca teria feito se não tivesse entrado no basquete. Tenho lembranças de viagens, de ataques de risos, de tristezas e de conversas (boas e ruins)… que eu jamais esquecerei. Hoje, transito em meios do preto ao branco, e não tem diferença, pelo menos não tem barreira sócio-econômica. E o Rapha conseguiu construir isso para mim e para todas as meninas que se beneficiaram deste projeto de vida maravilhoso, que para mim foi e sempre será uma grande família. Minha mãe sempre diz: se todo mundo fizesse por uma pessoa o que o Raphael fez por 100, estaríamos numa situação muito melhor. Parabéns, Rapha! Que seus sonhos se realizem, assim como você fez com que os nossos se realizassem.” Anna (20 anos).

“Não sei nem por onde começar (…) Primeiramente, quero agradecer cada coisa que você já fez por mim, Rapha. Desde o primeiro momento e até hoje aprendo muito com você. Por todas as vezes em que você me ajudou, quando mais precisava, sabia que em você eu tinha um consolo – não só de técnico e sim do pai que nesses 7 anos você se tornou para mim, uma das pessoas mais importantes da minha vida. Uma pessoa que me ajudou a crescer, a evoluir e a melhorar… Todos os momentos foram os melhores e inesquecíveis: os treinos, as piadas, os elogios, as broncas, as brigas, o choro na hora da dificuldade, na hora da alegria, viagens e mais viagens, conversas, entrevistas e tudo mais… Obrigada! (…) Sinto-me honrada pela confiança que você depositou em mim. A convivência com você me fez a melhor pessoa que eu poderia ser. Obrigada por você nunca deixar eu desistir de nada… Você fez e faz uma grande diferença na minha vida. Obrigada mais uma vez. Não me canso de agradecer, pois tenho certeza de que nada do que eu diga vai conseguir captar a dimensão do quanto quero agradecer e do que você significa para mim. (…) Pai, te desejo tudo de bom e de melhor, que você seja muito feliz e que continue correndo atrás do seu sonho. Tenho muito orgulho de você. Te amo muito! Beijos.” Dominique (18 anos).

“Desde o momento que entrei para o basquete foi muito especial para mim (…) Na hora que eu entro na quadra eu sinto tanta firmeza na minha vida. Gostei tanto de ter encontrado esse time (…) foi muito bom ter encontrado umas amigas tão legais quanto essas (…) é uma vitória estar jogando nesse time tão legal” Vanessa (13 anos).

“Eu gostei muito de aprender a jogar basquete. Foi uma experiência muito legal. Quando estou jogando sinto uma emoção tão grande (…) Mas eu acho que o melhor presente eu já tinha ganhado que foi a atenção do Raphael, da Sara e das minhas colegas” Melize (15 anos).

“[Durante esse ano, eu conquistei] Muita coisa que eu nem pensava em saber fazer, como (…) confiança no grupo e principalmente em mim mesma (…) A responsabilidade que eu não tinha eu passei a ter, aqui e fora do basquete” Cecília (14 anos).

“Eu acho que eu conquistei várias coisas, mas principalmente o meu maior sonho. Há um tempão que eu queria fazer basquete. Foi a melhor experiência da minha vida. No começo eu era muito tímida, calada, não falava com ninguém. (…) Esses foram momentos que ficaram gravados na minha memória e marcados na minha vida (…) Pra mim esse foi o meu melhor ano” Priscila (12 anos).

“Quando eu entrei aqui eu era muito nervosa. Tudo era motivo de briga. Agora eu sou mais paciente. Sei ouvir mais as pessoas (…) [Durante esse ano, eu conquistei] muitas coisas, por exemplo: ganhei uma bolsa escolar, recebi elogios e o reconhecimento dos meus talentos. Mas tudo isso não chega aos pés da coisa mais preciosa que uma pessoa pode desejar: a amizade de meninas maravilhosas. Eu acho que se um dia eu for sair daqui essa vai ser a coisa que eu vou me lembrar para o resto da minha vida: sim, existem pessoas que gostam de mim” Ana Carolina (13 anos).

Por fim, é apresentada abaixo a transcrição integral de uma carta escrita pela atleta Francisca Alene Rodrigues Bezerra no final de 2002:

“Raphael,
Você para mim é como um amigo companheiro; um pai, que esteve ao meu lado ‘nos momentos’ mais difíceis da minha vida. Mesmo sem saber o que estava se passando comigo, os motivos para eu estar do jeito que estava, me apoiou. Você foi, ou é, uma das poucas pessoas, ou até mesmo a única, que me elogiou, que me compreendeu. Que me abraçou com o carinho verdadeiro, e que conseguiu enxergar uma boa parte do que a Aline (ou Alene) realmente é. Estou escrevendo para agradecer-lhe, e para dizer o quanto você é importante para mim. Para dizer que com você aprendi muitas coisas, coisas que até você não imagina. Você é sem dúvida o melhor técnico e psicólogo do mundo. Nunca vou esquecer o que você fez e faz por mim (pela bolsa de estudos principalmente). Agradeço a Deus todas as noites por ter posto você em meu caminho, por ter me dado uma oportunidade de estar no Germania até hoje e me ajudar a seguir um caminho que eu não esperava encontrar, o de ser alguém na vida. Peço a Deus também que abençoe você, a Sara e toda sua família. Raphael, só o que tenho a dizer agora é MUITO OBRIGADA!!”

Os depoimentos acima podem ser utilizados não apenas para explicar a criação da VemSer, mas também para atestar a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido com as jovens que participam do projeto “Vitória além do Placar”, o que nos leva a querer ampliá-lo cada vez mais.